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Por mais atenção a pacientes especiais

Matéria especial publicada na edição de maio/junho do Informativo Uniodonto Porto Alegre

Porto Alegre - Muitos pacientes com necessidades especiais, como cardiopatas, transplantados e usuários de anticoagulantes, acabam sem atendimento odontológico no Estado. A falta de acolhimento na rede pública de saúde e o desconhecimento da maioria dos profissionais são os principais responsáveis pelo problema. A afirmação é do mestre em Clínica Odontológica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Júlio César Córdova Maciel.
Há 15 anos, ele cuida da saúde bucal de pessoas na fila por um transplante de órgão no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. De acordo com Maciel, alguns dentistas têm receio de atender os chamados “pacientes anticoagulados”, como, por exemplo, os portadores de prótese cardíaca ou que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Os médicos também têm. Ou aconselham que o procedimento não seja realizado ou suspendem os anticoagulantes antes do atendimento odontológico”, comenta.
Na maioria dos casos, a situação configura dois erros. “Há falta de informação. Esses pacientes podem ser atendidos nos consultórios normalmente, e suspender a medicação é mais arriscado do que realizar o procedimento”, analisa. Exatamente por essa dificuldade, é comum ouvir relatos de satisfação durante seu trabalho no Hospital de Clínicas. “Eles dizem ter esperado muitos anos para conseguirem atendimento. As portas estão fechadas para esses pacientes”, acredita Maciel.
E a consequência pode ser bem mais drástica do que uma dor de dente no caso de transplantados. Eles recebem imunossupressores, visando evitar a rejeição do órgão. No caso de essa pessoa ter alguma infecção não tratada na boca, pode ocorrer complicações sérias, levando a um quadro infeccioso grave. “Como estão com a imunidade jogada a zero, esses pacientes precisam receber antibióticos profiláticos antes de fazerem procedimentos odontológicos”, lembra Maciel, afirmando que, mesmo nesses casos, o atendimento é possível.

Manual orienta profissionais

Especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais e professor doutor do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, estado de São Paulo, Paulo Sérgio da Silva Santos ressalta o fato de o tema ser preocupação antiga. Em 2005, com o objetivo de fornecer subsídios de informações adequadas de como atender esses pacientes, um grupo de cirurgiões-dentistas procurou o Ministério da Saúde e, em conjunto, elaborou o Manual de atendimento odontológico a pacientes com coagulopatias hereditárias. “A esse grupo se uniram outros colegas da odontologia, que formaram o Comitê de Odontologia junto à Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, em 2010, que atuam na divulgação de informações e capacitação de cirurgiões-dentistas para o atendimento aos coagulopatas”, lembra Sérgio.
Segundo ele, atualmente no Brasil, a maior parte dos hemocentros tem profissionais com conhecimento e habilidade para realizar atendimentos especiais. “Mas, ainda é insuficiente para atender à demanda em todo o território nacional. Portanto, mais ações de multiplicação de informações, cursos de capacitação e criação de cargos para cirurgiões-dentistas junto a hemocentros e Centros de Especialidades Odontológicas são necessários”, pondera.

Precauções importantes

Júlio César Córdova Maciel e Paulo Sérgio da Silva Santos salientam o fato de algumas medidas serem fundamentais para atender os coagulopatas. O cirurgião-dentista precisa realizar exame clínico adequado, com boa investigação da anamnese e exame físico, onde se averigue também a condição laboratorial de coagulação do paciente. É necessário que o profissional da odontologia saiba pedir os exames laboratoriais adequados e interpretá-los.
“A partir dessas informações, o planejamento dos procedimentos odontológicos a serem realizados deve incluir manobras hemostáticas locais e/ou medicações que contribuam para se evitar uma hemorragia durante e após os procedimentos”, explica Sérgio. Os dois profissionais defendem a interação entre a odontologia e a medicina para redução dos riscos de complicação dos pacientes e para suporte médico-hospitalar diante de quadros hemorrágicos graves.

Estudo para traçar perfil

Em breve, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre deve iniciar estudo com cerca de 600 pacientes anticoagulados. O objetivo é traçar um perfil desse público, visando a um melhor atendimento odontológico. “Será importante para qualificar os profissionais, inclusive os que atendem na rede pública”, avalia Júlio César Maciel.




Por: Rodrigo Borba
Data: 28/06/2012
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